O sintoma mais recorrente da endometriose é a cólica menstrual de difícil controle. “Muitas mulheres com endometriose relatam que tinham dores inicialmente controláveis com uso de bolsa com água quente e, passados alguns meses, não conseguiam alívio sequer com medicamentos na veia”, relata o ginecologista Marco Túlio Vaintraub. São comuns ainda a dor pélvica, a dor na relação sexual e a dificuldade para engravidar.
Cerca de 30% das pacientes com endometriose vão reclamar de dor no ato sexual. E, assim como as cólicas, esse desconforto aumenta de intensidade gradativamente. O que inicialmente é relatado como um incômodo, se intensifica para fortes dores que podem até inviabilizar a prática sexual. As dores ocorrem principalmente em mulheres com endometriose no ligamento útero-sacro (o mais comum), que tem íntimo contato com a vagina. Devido à inflamação do local, o atrito na relação sexual gera dor.
Uma dificuldade no tratamento é o tempo para o diagnóstico. Em média, uma mulher passa por cinco médicos em sete anos até descobrir que tem endometriose. Nesse período, a doença evolui. Os profissionais precisam aprender a farejar o problema. É preciso muita atenção ao histórico clínico. O exame físico, em alguns casos, também pode levantar uma desconfiança, mas em geral o diagnóstico só é fechado com a laparoscopia.
Uma dificuldade no tratamento é o tempo para o diagnóstico. Em média, uma mulher passa por cinco médicos em sete anos até descobrir que tem endometriose. Nesse período, a doença evolui. Os profissionais precisam aprender a farejar o problema. É preciso muita atenção ao histórico clínico. O exame físico, em alguns casos, também pode levantar uma desconfiança, mas em geral o diagnóstico só é fechado com a laparoscopia.
As lesões podem ter diferentes tamanhos, formas e cores, e estarem presentes no ovário, na bexiga, no corpo do útero, nas trompas, no intestino e por toda a pelve. O número de lesões e seu alcance vão determinar se a endometriose é leve, moderada ou grave. Lesões maiores podem ser diagnosticadas com ultrassom ou ressonância magnética.
Segundo Marco Túlio Vaintraub, uma das opções para tratar a doença é a retirada dos ovários, o que, na opinião dele, é uma castração da mulher. “Claro que não é uma solução para as que desejam ter filhos e, de qualquer forma, precisa ser muito bem avaliada.” O ginecologista também considera a mulher curada se ela consegue engravidar e dar à luz. “Quando conseguem ter um filho, uma segunda gravidez é bem mais fácil”, completa.
Palavra do Especialista - Melhora da função sexual
“A endometriose, na verdade, é uma doença sobre a qual não se fala de cura, mas de controle. A cirurgia é importante quando a doença sai do controle ou quando o problema é infertilidade. Nesse caso, a cirurgia ou a fertilização in vitro são mais usadas, pois tratamentos clínicos não aumentam a fertilidade. No que diz respeito à questão sexual, a mulher com endometriose pode registrar dores e dificuldade no ato sexual. O que temos notado com o uso do dienogeste é uma melhora na função sexual. Mas, mesmo que muitas mulheres consigam ter mais prazer na relação por não apresentarem mais a dor, algumas ainda se queixam de diminuição da libido durante o tratamento, um fator que deve ser observado pelo médico que a acompanha.”
Fonte: CORREIO BRASILIENSE – DF
Palavra do Especialista - Melhora da função sexual
“A endometriose, na verdade, é uma doença sobre a qual não se fala de cura, mas de controle. A cirurgia é importante quando a doença sai do controle ou quando o problema é infertilidade. Nesse caso, a cirurgia ou a fertilização in vitro são mais usadas, pois tratamentos clínicos não aumentam a fertilidade. No que diz respeito à questão sexual, a mulher com endometriose pode registrar dores e dificuldade no ato sexual. O que temos notado com o uso do dienogeste é uma melhora na função sexual. Mas, mesmo que muitas mulheres consigam ter mais prazer na relação por não apresentarem mais a dor, algumas ainda se queixam de diminuição da libido durante o tratamento, um fator que deve ser observado pelo médico que a acompanha.”
Fonte: CORREIO BRASILIENSE – DF
(texto extraído e adaptado por Farm. Dr. Marcio Nogueira Garcia)
Extraído sem adaptação de: www.pharmacorum.com.br
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